Sujeito no Infinitivo

Amigos estudantes,

Este artigo terá como propósito explicar, de forma clara e objetiva, o pronome oblíquo átono como  sujeito do infinitivo e a devida concordância.

O pronome oblíquo átono funcionará como sujeito do infinitivo quando o verbo da oração principal for um dos causativos MANDAR, DEIXAR, FAZER ou um dos sensitivos VER, OUVIR, SENTIR,  e o verbo da oração subordinada, na função de objeto direto, vier no infinitivo.

Verifiquemos os exemplos com verbos causativos
Naquela ocasião, deixaramno falar tudo que sabia. (o pronome oblíquo  funciona como sujeito da forma verbal FALAR)
Mandoume procurar a obra de arte, mas não a encontrei.  (o pronome oblíquo funciona como sujeito da forma verbal PROCURAR)
Ninguém as fez contar a verdadeira história. (o pronome oblíquo funciona como sujeito da forma verbal CONTAR).

Verifiquemos os exemplos com verbos sensitivos
Procuramos o delegado, mas não o vimos chegar à delegacia. (o pronome oblíquo funciona como sujeito da forma verbal CHEGAR)
Para toda a multidão as vozes pareciam apenas uma de tão afinadas. Na praça da igreja, parados, nós ouvimo-las cantar. (o pronome funciona como sujeito da forma verbal CANTAR)
Por um facínora, sentiu-se amar. Nunca que imaginara.

Quanto à concordância
Mesmo que o oblíquo átono se apresente no plural, não haverá a flexão do infinitivo.
Porém,  por necessidade, deixei-as repetir as mesmas frases proferidas no dia da Santa Missa.

Faculta-se a flexão do infinitivo (singular ou plural), quanto não houver o pronome oblíquo átono, mas o substantivo.
Porém, por necessidade, deixei as moças repetirem as mesmas frases proferidas no dia da Santa Missa. 
Porém, por necessidade, deixei as moças repetir as mesmas frases proferidas no dia da Santa Missa.   

Muito bem, amigos,  tenho a ciência de compreenderam o emprego do pronome oblíquo átono na função de sujeito do infinitivo. Estou ciente também de que não mais cometerão erro quanto à concordância com o infinitivo, envolvendo verbos causativos e sensitivos.

Fiquem com Deus
Até o nosso próximo artigo
Professor Marcelo Braga