REDAÇÃO UECE 2018/2

Na sociedade contemporânea, o homem se encontra, cada vez mais, pressionado pelo tempo. Mesmo com a Internet e com as novas tecnologias tornando a sua vida mais dinâmica, o tempo parece-lhe mais curto pela relação conturbada que mantém com os meios tecnológicos na atualidade, impedindo-o, muitas vezes, de cumprir suas atividades prioritárias, como também de avaliar o valor das suas relações interpessoais.  Diante dessa questão, escolha UMA das propostas a seguir e redija o seu texto, tendo como base seu conhecimento de mundo e sua experiência de vida, bem como os textos motivadores dispostos abaixo:

Proposta 1: Suponha que o mais importante jornal da sua cidade fará um concurso para eleger o melhor artigo de opinião sobre a “A relação do homem contemporâneo com o tempo no contexto da  chamada Era Digital”, a fim de ser publicado em um número especial. Você participará do concurso com um texto em que deverá apresentar o seu o ponto de vista, com argumentos sólidos e coerentes, a respeito do tema, mostrando como, com o advento da Internet, o uso do tempo pelo homem, atualmente, trouxe importantes mudanças para as suas relações sociais.

Proposta 2: O provérbio é um ditado popular cujo conteúdo pode ser aplicado, de forma apropriada, a diferentes situações do dia a dia, com a finalidade de ensinar, de aconselhar ou, até mesmo, de advertir. Levando isso em consideração, seu desafio será compor uma crônica narrativa em que o provérbio “O tempo perdido não se recupera” seja o fio condutor do enredo da estória a ser contada por você.

TEXTO II
Tempo Perdido
Legião Urbana
Todos os dias quando acordo
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo
Todos os dias antes de dormir
Lembro e esqueço como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder
Nosso suor sagrado
É bem mais belo que esse sangue amargo
E tão sério
E selvagem
Selvagem
Selvagem

Legião Urbana. Tempo perdido.  Trecho extraído de: http://www.vagalume.com.br/legiaourbana/tempoperdido.html#ixzz3rDB4MlIW. Acesso em: 30.6.2018.

 

TEXTO I
Exagero do uso da tecnologia preocupa médicos e psicólogos Uma pergunta para fazer você pensar enquanto assiste à reportagem: quanto tempo você consegue passar sem olhar para a telinha do celular?
Se você tirasse o olho do celular só por um minuto, o que você veria? Gente como você – um minuto atrás. Hoje quantas pessoas pagam uma viagem pra ver um lugar novo, pelo celular? James tem dois. E brinca que ainda não é suficiente.
“Eu falo num e mando mensagem pelo outro. Não sei se é saudável, mas é necessário”, ele diz. É, você não está sozinho. Dentro das janelas de todos os prédios mostrados no vídeo, tem gente fazendo o quê? De qualquer lugar, a tecnologia conecta a gente com o mundo. E essa vida virtual sedutora vai consumindo a vida real. O dono do tempo pergunta: é um avanço ou um retrocesso? Nos números, só avanço: em 2011, os adultos americanos passavam 46 minutos por dia no celular e no tablet. Hoje, já são quase 3 horas – ouvindo música, navegando, vendo redes sociais ou a TV no smartphone. Os brasileiros ficam mais: 3 horas e 47 minutos, só no celular! […]

Trecho de reportagem disponível em: http://g1.globo.com/jornalnacional/noticia/2015/11/exagero-do-uso-da-tecnologiapreocupa-medicos-e-psicologos.html. Acesso em:30.6.2018.

 

TEXTO III
Seiscentos e sessenta e seis
Mario Quintana
A vida é uns deveres que nós trouxemos para
fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo…
Quando se vê, já é 6ª-feira…
Quando se vê, passaram 60 anos!
Agora, é tarde demais para ser reprovado…
E se me dessem – um dia – uma outra
oportunidade,
eu nem olhava o relógio
seguia sempre em frente…
E iria jogando pelo caminho a casca dourada e
inútil das horas.

In: QUINTANA, Mario. Esconderijos do Tempo. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005, p. 479.