Doação de órgãos: um gesto de cidadania

Texto 1

Levantamento do portal Governo do Brasil revela que o número de doações de órgão disparou e bateu recorde. Os dados foram coletados junto à Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) e mostram que o País vive o melhor cenário de doações em 20 anos.

Em 2016, foram aproximadamente 25 mil transplantes e, em 2017, cerca de 27 mil, recordes que representam a retomada após alguns anos de retração e avanços pequenos.

Em relação à taxa de doadores efetivos — aqueles que tiveram órgãos transplantados em outras pessoas — até 2017 foram sete trimestres seguidos de crescimento do indicador — algo inédito desde 2009, quando a ABTO começou a publicar balanços trimestrais. Com essa evolução, o País alcançou, no último trimestre do ano passado, uma taxa de 16,6 doadores efetivos por milhão de pessoas (pmp).
(Disponível em http://www.brasil.gov.br/noticias/saude/2018/06/doacao-de-orgaos-brasil-salva-numero-recorde-de-vidas)

Texto 2

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (11 de maio de 2018) o projeto do senador Lasier Martins (PSD-RS) que torna explícito que o consentimento familiar, no caso de doação de órgãos, tecidos e partes do corpo humano, após a morte, só será necessário caso o potencial doador não tenha, em vida, se manifestado expressa e validamente a respeito (Projeto de Lei do Senado – PLS 453/2017).

O relator da proposta, senador Paulo Rocha (PT-PA), lembrou que a questão sobre a quem compete decidir se uma pessoa falecida é ou não doadora de órgãos “tem provocado polêmica, tendo sofrido modificações ao longo do tempo”.
_ Entre 1997 e 2001, vigorou a doação presumida, ou seja, todos eram doadores de órgãos a menos que tivessem registrado em documento oficial a vontade em contrário. Mas esta lei acabou tendo um efeito contrário ao desejado, pois houve uma forte mobilização social contrária. Voltou a vigorar a consulta à família no que se refere à retirada de órgãos para transplantes ressaltou.
O fato é que persiste o problema da carência de órgãos para transplantes, reforçou o senador. Ele disse acreditar que a questão poderá ser minorada pela atual proposta.
O projeto segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
(Disponível em https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2018/04/11/cas-aprova-mudanca-na-norma-para-doacao-de-orgaos-em-caso-de-falecimento)

Texto 3

O número de transplante de órgãos no Brasil aumentou em 15,7% no primeiro semestre de 2017, se comparado com o mesmo período do ano passado. Com essa porcentagem, o País se mantém em um nível intermediário em um ranking de doações no mundo. No entanto, o médico nefrologista e presidente da ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), Roberto Manfro, acredita que o índice poderia ser mais satisfatório se a população tivesse mais acesso à informação sobre as doações de órgãos.

— Falar que a doação de órgãos é tabu não é verdade. Hoje em dia, todas as religiões são a favor dos transplantes e não existe malefício relacionado aos transplantes que tenha sido comprovado. O grande problema é a falta de esclarecimento em relação às doações, do que propriamente um tabu. Quando as pessoas são esclarecidas, elas entendem e se posicionam a favor. O diagnóstico de morte encefálica no Brasil é um dos mais seguros do mundo, como exige a legislação, mas tem gente não acredita. Por isso, tem que melhorar a quantidade de informações em todos meios: população, agentes de saúde e classe médica.
(Disponível em https://noticias.r7.com/saude/brasil-aumenta-em-15-a-doacao-de-orgaos-mas-falta-de-informacao-e-empecilho-para-salvar-mais-vidas-22092017)

Considerando que os textos acima têm caráter unicamente motivador, redija um texto dissertativo-argumentativo acerca do tema: Doação de órgãos: um gesto de cidadania.