2012 – CCV UFC – REDAÇÃO OFICIAL

Em 2012, para o cargo de assistente administrativo da Universidade Federal do Ceará – UFC, a proposta de redação oficial, elaborada pela coordenadoria de concursos, foi a seguinte:

Com base nos textos abaixo e no seu conhecimento de mundo, redija, obedecendo aos padrões da norma culta escrita em língua portuguesa e aos princípios de redação oficial, um ofício, endereçado ao Reitor da Universidade Federal do Ceará, Jesualdo Pereira Farias, em que a diretora do Centro de Humanidades da Universidade Federal do Ceará, Vládia Maria Cabral Borges, argumenta em prol da necessidade de tomada de providências contra a situação de insegurança reinante na área 1 do Centro de Humanidades, e propõe, com base em sugestões de alunos e professores, discutidas em reuniões de colegiado, medidas de segurança mais eficazes no campus do Benfica.

TEXTO 01:

UFC disponibiliza telefone para denúncias sobre segurança nos campi

A Universidade Federal do Ceará (UFC) disponibilizará, a partir desta quinta-feira (14), um telefone para receber denúncias relativas à segurança nas áreas dos campi Pici, Porangabussu e Benfica. O serviço funcionará 24 horas por dia.

Para informar sobre a necessidade de segurança, ou denunciar algum acontecimento, basta discar o número 3366-9190. Quanto à iluminação no campus do Pici, a autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania (AMC) assegurou que o órgão irá repor cerca de 35 lâmpadas que estão queimadas no entorno do campus.

Na próxima semana, o Centro de Tecnologia terá sua iluminação totalmente recuperada. Em seguida, o Centro de Ciências Agrárias e o Instituto de Educação Física e Esportes (Iefes) também ganharão nova iluminação.

TEXTO 02:

Estudantes exigem segurança no Campus do Benfica

O local deveria ser de produção do conhecimento e convivência harmoniosa entre os estudantes e a sociedade. No entanto, o Campus do Benfica da Universidade Federal do Ceará (UFC) tem se tornado espaço inseguro. Especialmente na área 1 do Centro de Humanidades (CH1), onde estão as Casas de Cultura e o curso de Letras. Lá, nas últimas semanas, segundo os estudantes, houve casos de assaltos, sequestro-relâmpago e até tentativa de estupro.

Os atos de violência não têm hora para acontecer. Durante o dia ou à noite, os estudantes temem ser surpreendidos. “Um amigo meu foi assaltado dentro do bloco didático de Letras. Ele estava fazendo um trabalho, quando foi abordado por um cidadão armado”, relata o estudante do nono semestre de Letras, Emanuel Lessa, 29, diretor do Centro Acadêmico Patativa do Assaré, do mesmo curso. O assalto ocorreu por volta das 17h30min.

Levaram notebook e a carteira do aluno.

Sequestro-relâmpago

Outro dia, à noite, Emanuel conta que uma aluna da Casa de Cultura Alemã estava indo embora, quando foi surpreendida por um sequestro relâmpago. “Fizeram a menina ir até o Centro. Levaram o laptop dela e dinheiro”, acrescenta. Na semana passada, houve uma tentativa de sequestro em um dos banheiros do CH1. O estudanteHernani Gomes Farias da Silva Júnior, 20, que estava próximo ao local, conta que viu uma jovem falando alto e esmurrando as costas de um rapaz.

“Pensei até que fosse briga de namorado. Quando ele saiu correndo, ela me avisou que ele tava mexendo com ela. Até sai correndo atrás dele, mas não consegui pegá-lo”.

Para os estudantes, a facilidade de entrar no Campus deixa o espaço mais perigoso. “É um entra-e-sai o dia inteiro. É muito fácil acontecer algo aqui”, reclama o estudante do sexto semestre de Letras, Nathan Magalhães, 26. Eles criticam ainda a falta de iniciativas eficazes. “Temos sugestões como câmeras de segurança, multiplicação de vigilantes e melhorias da iluminação”, enumera.

Para coibir atos de violência, de acordo com a Pró-reitoria de Administração, foi lançado o serviço “Ligue UFC Segurança”. Em casos suspeitos, os frequentadores do Campus podem ligar para o número 3366 9190. Os estudantes, no entanto, classificam a iniciativa como ínfima. “Não adianta de nada. Eles só chegam depois que o assalto acontece”, criticou uma estudante que preferiu não se identificar.